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terça-feira, 3 de janeiro de 2017

ANOMALIAS DENTÁRIAS HIPERPLASIANTES


Origem por:

- Fatores Sistêmicos: variação nutricional, intoxicação. 

- Fatores Locais: infecção, traumatismo. 

As anomalias hiperplasiantes apresentam: alteração estrutural, morfológica e/ou funcional. 

  • HIPERDONTIA (Dentes Supranumerários): 
    * Qualquer dente que exceda o número normal em ambas as dentições. 

    * 1% da população, 2:1 (H:M) 

    * Quando o dente extranumerário possui anatomia semelhante aos dentes do grupo -> EUMORFOS 

    * Quando o dente extranumerário possui anatomia anormal -> DISMORFOS

     * O número e o local são variáveis, sendo menos comum na dentição decídua e quando nela ocorrer, comum da região de Incisivos Superiores. 

    * Na dentição permanente é mais comum em região ânterosuperior sendo mais encontrado o mesiodens, um incisivo supranumerário superior (MAXILA) localizado na linha média, sendo mais comum ele ser pequeno, dismorfo e conóide. Quando erupciona, esse dente causa más posições dentárias ou até mesmo impede a erupção correta dos permanentes, além de propiciar uma estética desagradável.  

    * O segundo tipo mais comum é o quarto molar, também conhecido como distomolar ou paramolar. É mais frequente em maxila, porém não é comum ser bilateral, sendo na maioria das vezes encontrado sendo dismorfo. 

    * Outro tipo comum é os terceiros pré molares inferiores, geralmente eumorfos, bilaterais e não irrompidos. 

    * Em pacientes portadores de fissuras lábio-palatinas, esse tipo de anomalia é muito comum. 

    * Etiologia: controversa, pois existem várias hipóteses como atavismo, hiperatividade da lâmina dentária, diferenciação do germe dentário normal e atividade dos restos da lâmina dentária.  

Mesiodens dismorfo na região de palato duro.

  • DENTES NATAIS E NEONATAIS

    * Dentes natais: são dentes presentes na boca no momento do nascimento.

    * Dentes neonatais: dentes que aparecem na boca no primeiro mês de vida.

    * Dentes Natais ocorrem em 1:1000 e o Neonatais 1:30000 nascimentos.

    * 80 a 90% dos casos: região de incisivos inferiores, mas podem aparecer na região de primeiros pré-molares e caninos inferiores.

    * Raramente afetam a maxila

    * Radiograficamente: fina camada de esmalte e dentina presa à boca apenas pela gengiva, ou seja, com grande mobilidade atrapalhando assim a amamentação.

    * 5% dos casos são de dentes supranumerários

    * 95% dos casos são de dentes decíduos.
  • RAÍZES SUPRANUMERÁRIAS 
    * Nada mais são do que raízes além do número normal que a anatomia dental pré-determina.

    * Seu diagnóstico é essencial para obter sucesso e evitar possíveis complicações em tratamentos endodontico e cirúrgicos.

    * Podem ser eumorfas ou dismorfas.

    * Quando dismorfas -> do tipo apendiciforme -> tamanho e posição dificultam sua identificação radiográfica.

    * Os dentes posteriores, principalmente molares, são os mais comuns.

    * Do grupo dos pré-molares, os uni radiculados são os mais afetados.

    * Em dentes anteriores, incisivos e caninos inferiores são os mais acometidos passando a ter uma raiz vestibular e outra lingual.  

Raiz supranumerário do dente 33

  • CÚSPIDES SUPRANUMERÁRIAS

    * São achados relativamente comuns

    * Sua presença é atribuída a uma manifestação de atavismo

    * Forma e tamanho muito variável

    * As mais comumente encontradas: cíngulos proeminentes que ocorrem em incisivos e caninos superiores. 
Cúspide de Carabelli em segundo molar superior direito.

 
  • PÉROLAS DE ESMALTE

    * Ilhotas de esmalte, redondas ou ovais, localizadas na superfície radicular dos molares e mais raramente dos prémolares.

    * Maioria -> próximas à junção amelocementária ou na bi/trifurcação radicular.

    * Dificilmente ultrapassam 2 mm de diâmetro, e por isso as vezes não são notadas radiograficamente. 
 


  • FUSÃO DENTÁRIA

    * União de dois dentes normais durante sua formação, através do esmalte e/ou dentina, podendo ser total ou parcial.

    * Apresenta canais radiculares individualizados

    * Os mais afetados são: incisivos e caninos decíduos; incisivos permanentes; terceiro e segundo molar.

    * Também é comum correr entre raízes de um mesmo dente 
 
Fusão dentária no dente 11. 
  • GEMINAÇÃO DENTÁRIA

    * Caracterizada por um aumento da distância mésio-distal do dente envolvido em virtude da tentativa do germe em dar origem a outro dente, provavelmente supranumerário.

    * Os canais radiculares, nesse caso, estão em números normais, porém apresentam-se alargados.

    * Ocorre principalmente em incisivos e caninos decíduos e incisivos permanentes. 
Geminação dentária

  • CONCRESCÊNCIA DENTÁRIA

    * União de dois dentes normais, após sua formação completa, através do cemento (antes ou depois da erupção).

    * Apresenta canais radiculares individualizados.

    * Ocorrem principalmente em incisivos permanentes inferiores e segundo/terceiro molares.

    * A inter-radicular é bastante comum em dentes multirradiculares superiores, sendo principalmente no terço apical. 
 
Concrescência Dentária

  • MACRODONTIA

    * Aumento do volume dental

    * Ligada ao hiperpituitarismo, hemihipertrofia facial, distúrbios no desenvolvimento, hereditariedade cruzada ou LOCALIZADA.

    * Macrodontia eumórfica do 35/45 
Macrodontia.

  • TAURODONTISMO

    * Caracterizado pelo aumento ocluso-apical da câmara pulpar dos molares e pré-molares, resultando em uma forma dental prismática semelhante ao “dente de touro”.

    * Variável, sendo classificado em hipo, meso ou hipertaurodontismo.

    * Pode ser uni ou bilateral, podendo afetar apenas um dente

    * Etiologia: relacionada a hereditariedade, atavismo ou uma deficiência odontoblástica ou da bainha de Hertwig, durante a rizogênese.

    * Aspecto radiográfico típico, com diminuição do comprimento das raízes.  
  
Taurodontismo.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

>> Neville, ed 2016.
>> Indian Journal of Oral Sciences
>> @Odontudo
>> @OdontologiaPreventiva
>> Profissão Dentista
>> Doutíssima

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

ISOLAMENTO ABSOLUTO - GRAMPOS, MODO DE FAZER E MUITAS OUTRAS COISAS

 ISOLAMENTO

O isolamento do campo de trabalho é muito importante na realização eficaz dos procedimentos, principalmente de uma restauração por ser necessário que o campo esteja totalmente seco para que tenha uma durabilidade boa. Ele pode ser classificado em dois tipos: o Absoluto e o Relativo.

O Isolamento Absoluto utiliza para proteção um dique de borracha, mais conhecido por lençol de borracha, de cor azul normalmente e precisa de outras instrumentais para sua realização, como por exemplo: perfurador de ainsworth, pinça porta grampo, arco metálico de young, grampos (os quais detalharemos mais abaixo), lubrificante (para auxiliar a passagem do dente pela perfuração do lençol), e outros caso necessário.

                        

Esse tipo de Isolamento apresenta algumas vantagens, como por exemplo:

  • Mantém o espaço de trabalho totalmente seco e livre de infecções
  • Melhora a visibilidade
  • Protege tecidos moles
  • Melhor o acesso ao dente
  • Protege o paciente da deglutição de material
  • Aumenta a produtividade do Cirurgião Dentista

Porém apresenta algumas limitações, uma vez que não pode ser realizado em dentes recém erupcionados, pacientes com problemas respiratórios, entre outros.

O perfurador de Ainsworth é utilizado para fazer as perfurações no lençol de borracha, onde o dente irá "passar". Para isso, esse instrumental contém 5 tamanhos diferentes, sendo do menor para o maior, utilizado para incisivos inferiores, dentes anteriores superiores e canino inferiores, pré molares, molares e o maior usado para o dente que receberá o grampo. 

Perfurador de Ainsworth

Os grampos, por sua vez, recebem diferentes numerações e indicações para quais dentes são, por exemplo:
  • Grampo 200 a 205 -> Indicado para molares
  • Grampo 206 a 209 -> Indicado para pré molares
  • Grampo 26 e 28 -> Indicado para molares que apresentem pouca retenção
  • Grampo 212 -> Indicado quando há retração gengival
  • Grampo 200 a 212 -> Indicado para dentes anteriores
  • W8A -> Indicado para molares parcialmente erupcionados
  • Grampo 204 -> tem aletas e por isso pode ser colocado em conjunto (grampo + lençol + arco)
  • Grampo 206 -> não tem aletas, e por isso deve ser colocado antes do lençol e do arco.

Regra: 

  • Para dentes anteriores, devemos isolar de pré molar direito a pré molar esquerdo.
  • Para dentes posteriores, deve-se isolar dois dentes que esteja a distal do dente que será tratado (quando possível) e todos os dentes até o canino do lado oposto.
Passo a Passo:
  1. Marque no lençol de borracha, com o auxilio de uma caneta de retroprojetor, os dentes que serão isolados.
  2. Utilize o perfurador para perfurar as marcações realizadas.
  3. Após perfurado, lubrifique os orifícios com o auxilio do lubrificantes que deve ser hidrossolúvel.
  4. Selecione o grampo indicado e teste-o, sempre tomando cuidado para não machucar tecido mole.
  5. Verifique os pontos de contato e regularize as cristas marginais, certificando que o lençol passe por esses pontos sem rasgar.
  6. Coloque o lençol de borracha, grampo e arco (esse passo depende de qual grampo será usado, pois existem diferentes técnicas).
  7. Com o fio dental, certifique-se que o lençol tenha passado por todas as áreas dos dentes a serem isolados.
  8. Faça amarrias com o fio dental, entre os dentes isolados, para estabilizar o lençol e impedir a drenagem de saliva.
* Atenção: a remoção deve ser feita cuidadosamente e indica-se que o CD amarre um pedaço de fio dental ao grampo para fixar ele ao arco, uma vez que isso evita que o mesmo "pule" em direção ao chão ou até mesmo aos olhos do profissional.

Agora um vídeo bem legal para aplicar o conhecimento <3 



Fonte: pdentista, ufrn dentística.


·

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

HIPOGLICEMIA - O QUE FAZER EM CASOS DE COMPLICAÇÕES?

HIPOGLICEMIA

Todos sabem o que é hipoglicemia, mas o que nem todos sabem é: o que fazer se ao atender um paciente nesse quadro, houver alguma complicação? Então, aqui vai a conduta considerada "CERTA" pelo manual de suporte básico de vida:


  • O que devemos fazer se o diabético estiver com hipoglicemia?  
    Deve-se dar açúcar para ele na tentativa de normalizar o quadro.

  • Qual a etiologia?
    A etiologia pode estar ligada a diversos fatores, como por exemplo: déficit alimentar/jejum, sobredose de insulina (tipo 1), esforço físico exagerado, uso de medicamentos. 

  • Qual a sintomatologia apresentada?
    Ansiedade, nervosismo, taquicardia, sudorese, palidez, frio, midríase, sialorréia, náusea, vômito, desconforto abdominal (borborigmo). 

  • Qual a sintomatologia que caracteriza um quadro severo de hipoglicemia?
    O paciente irá apresentar os seguintes sintomas e sinais: humor alterado (choro, irritabilidade, depressão), letargia, sono, tontura, cefaleia, olhar fixo, visão dupla, visão embaraçada, dificuldade de fala, falta de coordenação motora, convulsão, dispneia, parestesia, coma.

  • CONDUTA PARA O PACIENTE QUE ESTIVER LÚCIDO ORIENTADO E CONSCIENTE (LOC):

    1. Remover todo o material da boca
    2. Administrar carboidrato (via oral)
    3. Manter sob observação
    4. Dispensar com acompanhante
    5. Solicitar investigação

  • CONDUTA PARA O PACIENTE NÃO RESPONSIVO:

    1. Chame um serviço especializado
    2. Deite o paciente de costas (compressão torácica), com os pés elevados.
    3. Verifique os sinais vitais (C.A.B.) em até 10 segundos
    4. Administrar açúcar líquido por sublingual, tendo o cuidado do mesmo não se afogar.
    5. Administrar glicose 25% por via endovenosa
    6. Monitorizar os sinais vitais a cada 5 minutos enquanto aguarda por socorro
    7. Dispense o paciente sob cuidado médico
    8. Investigue as causas da hipoglicemia para evitar recorrência. 

Agora estamos todos aptos a realizar a conduta correta frente a um paciente com hipoglicemia, certo? Então até a próxima ;)

domingo, 11 de dezembro de 2016

MATERIAIS DENTÁRIOS - CIMENTO DE IONÔMERO DE VIDRO FOTOPOLIMERIZÁVEL

O Cimento de Ionômero de Vidro Fotopolimerizável é um excelente material restaurador, principalmente por sua excelente adesão mas também por liberar flúor, sendo então ideal para selamento cavitário e prevenção de lesões de cárie. Apresenta facilidade para manipular, estética agradável e boas propriedades mecânicas, sendo indicado para dentes que contenham mais de 50% da sua estrutura preservada.
Kit Ionômero de Vidro Vitremer - 3M ESPE
Mas como é realizado o procedimento usando o CIVF? Abaixo está um passo a passo desse simples procedimento, vem com a gente:

  • Lavar ativamente com ácido poliacrílico a cavidade por aproximadamente 15/20 segundos.
  • Lavar com seringa tríplice (água + ar) para remover qualquer resíduo de ácido no local.
  • Aplicar o PREMER na placa de vidro (liquido)
  • Aplicar, utilizando o microbrush, o primer em TODA a cavidade.
  • Jogar jato de ar (não diretamente) por 20 segundos.
  • Fotoativar por 20 segundos.
  • Fazer separação pó/líquido e ver a proporção de 1/1.
  • Agitar o pó “frente e trás” e aplicar na placa de vidro.
  • Aplicar o liquido na posição vertical na placa eliminando as bolhas.
  • Dividir o pó ao meio (duas metades)
  • Incorporar o pó e o liquido com auxilio da espátula n° 24.

a. Espatular 15 segundos a primeira metade
b.  Espatular 30 segundos a segunda metade


  •      Aplicar na cavidade com espátula de inserção n° 1
  •          Da forma ao dente – remover excessos com a colher de dentina
  •      Fotoativar por 40 segundos
  •      Aplicar o finish gloss com microbrush
  •      Caso existe excesso, remova-o.
  •      Fotoativar por 20 segundos 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

RADIOLOGIA - PROCESSAMENTO RADIOGRÁFICO MANUAL

A realização das radiografias é essencial para complementar um diagnóstico, ou até mesmo, possibilitar um tratamento, mas para que isso ocorra, a o filme sensibilizado pelos raios-x deve passar por um processamento para que torne a imagem latente ali existente em uma imagem visível. Sabendo isso, é indiscutível e essencial conhecermos como se dá essa modificação na imagem, uma vez que, ainda é elevado o custo para se ter uma processadora automática no consultório, sendo realizado sempre manualmente, em cabines escuras ou até mesmo em pequenos "casulos". 

A seguir, aprenderemos e iremos rever como é o PROCESSAMENTO MANUAL RADIOGRÁFICO:

>> O primeiro passo, e não menos importante, é necessário termos colgaduras (individuais ou conjuntas) para facilitar o processamento e evitar contato físico com o material, por exemplo.


Colgaduras individuais e conjuntas para processamento.

>> O segundo passo é saber a sequência que devemos seguir para que no fim tenhamos uma imagem de qualidade.

Sequência correta para o processamento.
1. Revelação: devemos colocar o filme no material revelador por tempo determinado de acordo com a temperatura do ambiente e também com a fórmula usada.  
* Temperatura entre 18° e 24°C  
* Responsável pela diferença entre as áreas do filme que foram sensibilizadas e não sensibilizadas. 
* Nessa solução encontramos: agente ativo, acelerador, alcalinizador, preservativo, retardador e moderador... 
* Oxida em contato com o ar 
** Exaustão: diminuição na capacidade de revelação (de acordo com o número já feito). Torna a imagem mais marrom.  
 
2. Banho Intermediário/Interrupção: para não contaminar os materiais das próximas etapas. 
* Aproximadamente 20 segundos 
 
3. Fixação: banhar o filme em material fixador justamente para fixar a imagem, pois é essencial iluminar os cristais não revelados no filme para que ele não sofra descoloração ou escurecimento com o tempo, ou seja, é uma etapa importante para obter boa qualidade. 
* Aproximadamente 10 minutos 
* Caso fique pouco tempo -> imagem esverdeada 
* Tem preservação antioxidante  
* Responsável pelo endurecimento da gelatina 
* Responsável por remover os cristais de halogeneto de prata da emulsão dos filmes que não foram sensibilizados pela radiação 
* Quando o filme fica transparente -> pode ser que não tenha sido exposta a radiação ou quando se pula a etapa de revelação e lavagem intermediária, indo direto para o fixador. 
 
4. Lavagem Final: indispensável para retirar todos os resíduos presentes no filme. 
* Aproximadamente 20 minutos 
* Falta da lavagem final - Filme higroscópico - Filme com sais esbranquiçados - Destruição da gelatina com o passar do tempo 
* Se a radiografia ficar amarelada com o passar do tempo, significa que a lavagem final não foi satisfatória.  
 
5. Secagem:
* Gradativa ~ leve brisa 
* Admite-se estufas e ventilações adequadas 

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

A IMPORTÂNCIA DAS IMAGENS NO DIA A DIA DO CIRURGIÃO DENTISTA

É indiscutível a importância da Radiografia na vida do Cirurgião Dentista, pois ela o ajuda e muito no seu trabalho. Por esse motivo, nada mais justo do que repassarmos suas principais características e técnicas, não é mesmo?

Primeira coisa, o que é Raio X?

Nada mais é do que uma forma de energia pura, ou seja fótons, sem possuir carga elétrica os quais caminham em ondas com frequências específicas, na velocidade da luz, descoberto por Wilhelm Conrad Rontgen em 8 de novembro de 1895. 

E quais seriam essas propriedades do Raio X? 

 Invisíveis
 Sensibilizam filmes radiográficos
 Propagam-se em linha reta e na mesma velocidade da luz
 São divergentes
 Penetram em corpos estranhos
 São absorvidos pela matéria de maneira diferente, dependendo essencialmente da estrutura atômica do elemento.
 Produzem fluorescência em certos elementos (Radioscopia)
 Produzem alterações biológicas como ionização

E como se representam?

Bom, as estruturas se representam através de imagens consideradas RADIOLÚCIDAS, quando escuras, e RADIOPACAS, quando claras.

Quais são as técnicas intrabucais?

Nessa categoria encontramos a periapical (mais utilizada na Odontologia), interproximal e oclusal.

O que é uma técnica BOA?

É aquela que apresenta um contraste médio, densidade média, menor grau de distorção possível e o máximo de detalhe, ou seja, que abranja toda a área de interesse.

Quando é indicado o uso da radiografia?

A radiografia é um exame complementar que permite avaliações das estruturas, observação e também para determinar diagnósticos e tratamentos.

Radiografia periapical do quadrante 3.

Radiografia oclusal da arcada inferior.

Radiografia Interproximal, ou bite-wing, do hemi-arco direito, região de pré molar e molar.
Fonte das Imagens: Google.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

PATOLOGIA - LESÕES BUCAIS INDUZIDAS POR AGENTES FÍSICOS/QUÍMICOS

LINHA ALBA 

>> CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS: linha branca, festonada, geralmente bilateral em mucosa jugal na altura da oclusão, ou seja, é restrita a áreas dentadas.

* É uma alteração comum devido a pressão, irritação por fricção ou por trauma de sucção da mucosa das superfícies vestibulares dos dentes.

>> CARACTERÍSTICAS HISTOLÓGICAS: hiperortoqueratose, degeneração hidrópica e inflamação crônica leve na lâmina própria.

>> TRATAMENTO: regressão espontânea
* Raramente é feito biópsia

Resultado de imagem para linha alba boca
Linha alba na região de mucosa jugal esquerda, na altura de oclusão.

MUCOSA MORDISCADA

* Mastigação crônica da mucosa jugal -> Morsicatio Buccarum

* Mordidas crônicas de mucosa jugal, língua e lábio

* Prevalência devido ao estresse ou quadros psicológicos

>> CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS: bilateral, superfície dilacerada e irregular (paciente relata que é capaz de remover pedaços de material branco), áreas brancas/espessas e fragmentadas podem estar entremeadas a zonas eritematosas (manchas), com erosão ou ulceração traumática focal.

>> CARACTERÍSTICAS HISTOLÓGICAS: extensa hiperparaqueratose com dilaceração, colonização bacteriana na superfície é comum, inflamação crônica no tecido conjuntivo subjacente, coloração HE.
>> TRATAMENTO: não é necessário, porém pode-se fazer biópsia.

Resultado de imagem para mucosa mordiscada bucal
Mucosa mordiscada na região jugal do lado esquerdo, tendo como relato principal do paciente "pedaços brancos se destacando".

ULCERAÇÕES TRAUMÁTICAS 

* Exposição do tecido conjuntivo por trauma: prótese mal adaptada, dente com borda cortante, mordida (escovação, alimentação, fala, dormindo).

>> CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS: áreas de eritema circundando uma área central recoberta por uma membrana fibrinopurulenta amarelada destacável

>> CARACTERÍSTICAS HISTOLÓGICAS: proliferação de vasos e fibroblastos, tecido de reparo, tecido de granulação na base da úlcera com infiltrado inflamatório misto.

>> TRATAMENTO: retirada do trauma e uso de anestésico tópico para alívio da dor

Resultado de imagem para ulcera traumatica boca
Úlcera traumática na região de mucosa jugal esquerda, sintomática.


ARTÉRIA MAXILAR E SUAS RAMIFICAÇÕES: TEMA ESSENCIAL PARA ODONTOLOGIA.

Artéria Maxilar


- Irriga todas as regiões profundas da face e também os dentes.

- Surge da Artéria Carótida Externa (é o ramo terminal mais calibroso), dentro da Glândula Parótida, e cursa horizontalmente pela fossa infratemporal até desaparecer na fossa pterigopalatina.

- Seus ramos são:

a)  Artéria Meníngea Média: é a maior e atravessa o forame espinhoso.

b) Artéria Alveolar Inferior: desce entre o ligamento esfenomandibular e o ramo da mandíbula. Seus ramos são: Ramo Milo-hioideo, Ramos Dentais, Ramos Peridentais e Artéria Mentual.

c)  Ramos musculares da Artéria Maxilar: Artéria Massetérica, Artéria Temporal Profunda Posterior, Artéria Temporal Profunda Anterior, Artéria Bucal, Ramos Pterigóideos (medial e lateral). 

d) Artéria Alveolar Superior Posterior: seus ramos irão vascularizar os dentes posteriores e são eles: ramos dentais, ramos peridentais e ramos gengivais.

e)  Artéria Infraorbital: alcança o soalho da órbita através da fissura orbital inferior. No interior do canal infraorbital, ela se ramifica em Artérias Alveolares Superiores Anteriores que darão origem aos Ramos Dentais e Ramos Peridentais, responsáveis pela vascularização dos dentes anteriores. E também dará origem a Ramos Terminais que irá para os tecidos moles da face.

f)  Artéria Palatina Descendente: desce pelo canal palatino maior e envia ramos para a cavidade nasal e surge na boca pelo forame palatino maior, sendo denominada de Artéria Palatina Maior. Ainda dentro do canal, pequenas artérias se destacam em direção aos forames palatinos menores que irão se distribuir para o palato mole, chamadas de Artérias Palatinas Menores.

g) Artéria Esfenopalatina: através do forame esfenopalatino, acessa a cavidade nasal distribuindo seus ramos de forma ampla. Essa artéria irá entrar no canal incisivo, onde se anastomosa com a Artéria Palatina Maior.

Anastomose: oferece uma via alternativa para o fluxo sanguíneo.
** Toda artéria com ALVEOLAR no nome é responsável por irrigação de dente.

Esquema de ramificação da a. Maxilar a partir da a. Carótida Externa

Gray511-es.svg


Esquema de irrigação da cabeça utilizando a imagem de crânio para melhor identificação e localização.
Posterior superior alveolar artery.png

Fonte das imagens: Google.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Esmalte Dentário

-> É o mais resistente e também o tecido mais mineralizado do corpo, e, juntamente com a dentina e a polpa dentária, formam os dentes. É o componente dos dentes que é normalmente visto (em situações normais) e é suportado pela dentina.

1. Principais Características: 

- Parte mais externa do dente, é o mais calcificado
- 96%~97% inorgânico 

- Maior dureza


- Friável


- Translúcido, branco-amarelado ou branco-acizentado


- Formado por pequenos cristais prismáticos -> Hidroxiapatita


- Fabricado pelo ameloblasto, o qual inicia na vida intra-uterina


- Espessura de 2~2,5mm

- Permeável -> poroso

Observações: 

* Quando o dente erupciona, não existe mais ameloblasto.



** Direção dos prismas é que define a cor.


*** Prismas de hidroxiapatita são perpendiculares à dentina e oblíquo em regiões cervicais.


Estriações Transversais: resultante da formação rítmica dos prismas


Estrias de Retzius: períodos de repouso -> linhas incrementais de crescimento -> mudança de direção dos ameloblastos. Na região mais superficial, essas estrias são conhecidas como PERIQUIMÁCEAS.

Esmalte Nodoso: encontro do trajeto de prismas nas regiões de vértices de cúspides.

Fusos: é a continuação dos túbulos dentinários, mais comuns nos vértices de cúspides.


Tufos e Lamelas: mais orgânicos que o esmalte, permite a entrada de microorganismos. Sendo o Tufo  interno e a Lamela, externa.


Observações:

** Lamelas ajudam na dissipação de forças e na dilatação


*** Tufos são encontrados até 1/3 do esmalte
**** Flúor: atua no dentes diminuindo a solubilidade do esmalte em meios ácidos.
***** Se a superfície do dente estiver áspera, significa que existe a presença de microrganismos.

Abaixo, temos a representação da imagem formada pelo preparo, utilizando material de coroa de dente,  de uma lâmina para análise histológica.
1. Esmalte ; 2. Dentina Coronária ; 3. Tufos ; 4. Lamela e as setas indicam os Fusos.