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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

PATOLOGIA - FENDAS OROFACIAIS

O que são as fendas orofaciais?

São distúrbios no crescimento dos processos teciduais, ou sua fusão, no qual podem resultar na formação das fendas.

Tipos: 

Fenda Labial

>> Fusão do Processo Nasal Mediano com os Processos Maxilares

>> Pode ser classificado em: COMPLETA (quando atinge o nariz) e INCOMPLETA (quando é restrita ao lábio)

>> Sua etiologia é múltipla e obscura, podendo estar associada a diversos fatores, como por exemplo: fatores genéticos e ambientes, ou até mesmo relacionado com diferentes síndromes de desenvolvimento.

>> Sua ocorrência apresenta uma variação racial considerável

>> Em homens é mais comum encontrarmos Fenda Labial com Fenda Palatina. Já em mulheres, é mais comum a Fenda Palatina.

>> Características Clínicas: 

- 80% das FL são unilaterais
- Lado esquerdo normalmente é o mais afetado
- Apresenta ausência de dentes, e muito raramento, dentes supranumerários.

Resultado de imagem para fenda labial Resultado de imagem para fenda labial

Fenda Palatina

>> Variam de acordo com a gravidade
>> Apresenta como mínima manifestação a úvula fendida ou bífida, e como máxima manifestação podendo envolver palato duro, e mole, ou apenas o palato mole.
>> Forma-se uma fenda na região do palato duro, e mole, que resulta na comunicação da cavidade bucal com a cavidade nasal.

Resultado de imagem para fenda palatina
Paciente com fenda palatina. Imagem retirada do blog cirurgiaoralface.


Lábio Leporino ou Fenda Lábio/Palato

>> São defeitos de nascimento devido a má formação das estruturas
>> Lábio leporino é quando um lábio superior encontra-se separado por causa de uma falha no ligamento do tecido dos lábios.
>> Pode afetar muito a saúde bucal, como no posicionamento dos dentes, tamanho além da estética. 


Fonte: Neville, Colgate.
Imagens retiradas de blog e sites, como asaudeempauta.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

RADIOLOGIA - PROCESSAMENTO RADIOGRÁFICO MANUAL

A realização das radiografias é essencial para complementar um diagnóstico, ou até mesmo, possibilitar um tratamento, mas para que isso ocorra, a o filme sensibilizado pelos raios-x deve passar por um processamento para que torne a imagem latente ali existente em uma imagem visível. Sabendo isso, é indiscutível e essencial conhecermos como se dá essa modificação na imagem, uma vez que, ainda é elevado o custo para se ter uma processadora automática no consultório, sendo realizado sempre manualmente, em cabines escuras ou até mesmo em pequenos "casulos". 

A seguir, aprenderemos e iremos rever como é o PROCESSAMENTO MANUAL RADIOGRÁFICO:

>> O primeiro passo, e não menos importante, é necessário termos colgaduras (individuais ou conjuntas) para facilitar o processamento e evitar contato físico com o material, por exemplo.


Colgaduras individuais e conjuntas para processamento.

>> O segundo passo é saber a sequência que devemos seguir para que no fim tenhamos uma imagem de qualidade.

Sequência correta para o processamento.
1. Revelação: devemos colocar o filme no material revelador por tempo determinado de acordo com a temperatura do ambiente e também com a fórmula usada.  
* Temperatura entre 18° e 24°C  
* Responsável pela diferença entre as áreas do filme que foram sensibilizadas e não sensibilizadas. 
* Nessa solução encontramos: agente ativo, acelerador, alcalinizador, preservativo, retardador e moderador... 
* Oxida em contato com o ar 
** Exaustão: diminuição na capacidade de revelação (de acordo com o número já feito). Torna a imagem mais marrom.  
 
2. Banho Intermediário/Interrupção: para não contaminar os materiais das próximas etapas. 
* Aproximadamente 20 segundos 
 
3. Fixação: banhar o filme em material fixador justamente para fixar a imagem, pois é essencial iluminar os cristais não revelados no filme para que ele não sofra descoloração ou escurecimento com o tempo, ou seja, é uma etapa importante para obter boa qualidade. 
* Aproximadamente 10 minutos 
* Caso fique pouco tempo -> imagem esverdeada 
* Tem preservação antioxidante  
* Responsável pelo endurecimento da gelatina 
* Responsável por remover os cristais de halogeneto de prata da emulsão dos filmes que não foram sensibilizados pela radiação 
* Quando o filme fica transparente -> pode ser que não tenha sido exposta a radiação ou quando se pula a etapa de revelação e lavagem intermediária, indo direto para o fixador. 
 
4. Lavagem Final: indispensável para retirar todos os resíduos presentes no filme. 
* Aproximadamente 20 minutos 
* Falta da lavagem final - Filme higroscópico - Filme com sais esbranquiçados - Destruição da gelatina com o passar do tempo 
* Se a radiografia ficar amarelada com o passar do tempo, significa que a lavagem final não foi satisfatória.  
 
5. Secagem:
* Gradativa ~ leve brisa 
* Admite-se estufas e ventilações adequadas 

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

A IMPORTÂNCIA DAS IMAGENS NO DIA A DIA DO CIRURGIÃO DENTISTA

É indiscutível a importância da Radiografia na vida do Cirurgião Dentista, pois ela o ajuda e muito no seu trabalho. Por esse motivo, nada mais justo do que repassarmos suas principais características e técnicas, não é mesmo?

Primeira coisa, o que é Raio X?

Nada mais é do que uma forma de energia pura, ou seja fótons, sem possuir carga elétrica os quais caminham em ondas com frequências específicas, na velocidade da luz, descoberto por Wilhelm Conrad Rontgen em 8 de novembro de 1895. 

E quais seriam essas propriedades do Raio X? 

 Invisíveis
 Sensibilizam filmes radiográficos
 Propagam-se em linha reta e na mesma velocidade da luz
 São divergentes
 Penetram em corpos estranhos
 São absorvidos pela matéria de maneira diferente, dependendo essencialmente da estrutura atômica do elemento.
 Produzem fluorescência em certos elementos (Radioscopia)
 Produzem alterações biológicas como ionização

E como se representam?

Bom, as estruturas se representam através de imagens consideradas RADIOLÚCIDAS, quando escuras, e RADIOPACAS, quando claras.

Quais são as técnicas intrabucais?

Nessa categoria encontramos a periapical (mais utilizada na Odontologia), interproximal e oclusal.

O que é uma técnica BOA?

É aquela que apresenta um contraste médio, densidade média, menor grau de distorção possível e o máximo de detalhe, ou seja, que abranja toda a área de interesse.

Quando é indicado o uso da radiografia?

A radiografia é um exame complementar que permite avaliações das estruturas, observação e também para determinar diagnósticos e tratamentos.

Radiografia periapical do quadrante 3.

Radiografia oclusal da arcada inferior.

Radiografia Interproximal, ou bite-wing, do hemi-arco direito, região de pré molar e molar.
Fonte das Imagens: Google.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

ARTÉRIA MAXILAR E SUAS RAMIFICAÇÕES: TEMA ESSENCIAL PARA ODONTOLOGIA.

Artéria Maxilar


- Irriga todas as regiões profundas da face e também os dentes.

- Surge da Artéria Carótida Externa (é o ramo terminal mais calibroso), dentro da Glândula Parótida, e cursa horizontalmente pela fossa infratemporal até desaparecer na fossa pterigopalatina.

- Seus ramos são:

a)  Artéria Meníngea Média: é a maior e atravessa o forame espinhoso.

b) Artéria Alveolar Inferior: desce entre o ligamento esfenomandibular e o ramo da mandíbula. Seus ramos são: Ramo Milo-hioideo, Ramos Dentais, Ramos Peridentais e Artéria Mentual.

c)  Ramos musculares da Artéria Maxilar: Artéria Massetérica, Artéria Temporal Profunda Posterior, Artéria Temporal Profunda Anterior, Artéria Bucal, Ramos Pterigóideos (medial e lateral). 

d) Artéria Alveolar Superior Posterior: seus ramos irão vascularizar os dentes posteriores e são eles: ramos dentais, ramos peridentais e ramos gengivais.

e)  Artéria Infraorbital: alcança o soalho da órbita através da fissura orbital inferior. No interior do canal infraorbital, ela se ramifica em Artérias Alveolares Superiores Anteriores que darão origem aos Ramos Dentais e Ramos Peridentais, responsáveis pela vascularização dos dentes anteriores. E também dará origem a Ramos Terminais que irá para os tecidos moles da face.

f)  Artéria Palatina Descendente: desce pelo canal palatino maior e envia ramos para a cavidade nasal e surge na boca pelo forame palatino maior, sendo denominada de Artéria Palatina Maior. Ainda dentro do canal, pequenas artérias se destacam em direção aos forames palatinos menores que irão se distribuir para o palato mole, chamadas de Artérias Palatinas Menores.

g) Artéria Esfenopalatina: através do forame esfenopalatino, acessa a cavidade nasal distribuindo seus ramos de forma ampla. Essa artéria irá entrar no canal incisivo, onde se anastomosa com a Artéria Palatina Maior.

Anastomose: oferece uma via alternativa para o fluxo sanguíneo.
** Toda artéria com ALVEOLAR no nome é responsável por irrigação de dente.

Esquema de ramificação da a. Maxilar a partir da a. Carótida Externa

Gray511-es.svg


Esquema de irrigação da cabeça utilizando a imagem de crânio para melhor identificação e localização.
Posterior superior alveolar artery.png

Fonte das imagens: Google.